Trabalho de casa de ‘programadora’ de 10 anos vira game na App Store
Por Redação Publicado 16 de julho de 2015 às 14:43hs
A 'desenvolvedora' de Move Planets tem 10 anos (Foto: Zíngara Lofrano/TechTudo)

A brincadeira é coisa séria na casa de Mariana Lewis. Aos 10 anos, a estudante do 5ª ano da Escola Britânica do Rio desenvolveu Move Planets, um jogo de raciocínio que ensina a ordem dos planetas do sistema solar. A proposta surgiu no colégio, durante as aulas de Informática. E foi aí que a desenvolvedora mirim surgiu. Apesar de não ser fã de videogames em geral, Mariana fez o dever de casa, e o resultado está na App Store.

Em apenas um dia, Mariana produziu o esboço do projeto a partir do programa Scratch no laboratório do colégio. “Eu tinha aprendido a ordem do sistema solar. Aí, eu decidi: ah, então, eu vou usar isso. Eu vou fazer um desafio para conseguir colocar todos os planetas em ordem em 15 segundos”, contou.

Mas a menina não quis parar por aí. Apesar do exercício ter acabado, ela levou o trabalho para casa e, com a ajuda do pai, Quentin Lewis, aprimorou o app. Quentin, porém, não era um programador profissional. Pelo contrário, ele trabalha em uma área bem diferente: o mercado financeiro.

A ideia de Move Planets surgiu de um dever de casa (Foto: Zíngara Lofrano/TechTudo)

A ideia de Move Planets surgiu de um dever de casa (Foto: Zíngara Lofrano/TechTudo)

O pai de Mariana comprou a ideia. Com a proposta de “faça você mesmo”, os dois buscaram, na Internet e em vídeos no YouTube, tutoriais para descobrir como fazer o jogo para iPhones. Para ajudar a filha, Quentin “mergulhou” no projeto. “O pessoal estava reclamando porque eu não respondia mais e-mails, messenger”, brincou.

Pai e filha trabalharam juntos na segunda etapa do desenvolvimento do app (Foto: Zíngara Lofrano/TechTudo)

Pai e filha trabalharam juntos na segunda etapa do desenvolvimento do app (Foto: Zíngara Lofrano/TechTudo)

Na segunda etapa do desenvolvimento, Mariana e o pai usaram o Xcode. “Ela meio voou nesse momento. Foi complicado”, relembra. Nesse período, ele aprendeu como usar a ferramenta e escreveu o código. Depois, Quentin deixou o que tinha feito de lado, e a dupla começou do zero. “Eu falei: agora você vai ter que fazer você mesmo. Não adianta ir para a escola com um trabalho que eu fiz para você ganhar os pontos”, afirmou.

Além da correção de bugs, nesse período, pai e filha modificaram o tempo do game: antes era 20 segundos e, agora, são 15. O objetivo era dificultar o título, que estava fácil demais. Outra adição foi a comemoração final: Mariana aparece vestida de astronauta, com a trilha sonora do filme “2001: Uma odisseia no espaço” ao fundo. Ao contrário do pai, ela não gostou muito: “Nossa… Eu fiquei, tipo, pai, por favor, não coloca isso”, disse. Porém, depois, acabou aceitando.

Mariana comemora sua vitória vestida de astronauta (Foto: Reprodução/Anna Kellen Bull)

Mariana comemora sua vitória vestida de astronauta (Foto: Reprodução/Anna Kellen Bull)

Ela contou que um dos momentos mais difíceis foi encaixar os planetas nos lugares certos. Mariana lembra que antes o app travava quando o usuário arrastava o primeiro planeta. Essa parte precisou ser refeita. Mas hoje está tudo certo. Pai e filha comentam que os dois programas são gratuitos e fáceis de baixar. “É possível. Qualquer um pode”, disse Quentin.

 

Fonte: Techtudo