Tinder vai verificar antecedentes de violência por medida de segurança | Aplicativos e Software

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O Match Group, dono do Tinder e de uma série de outros aplicativos de relacionamento, anunciou uma nova parceria com foco em segurança com a Garbo. A iniciativa inclui a verificação de antecedentes violentos na expectativa de tornar os dates mais seguros.

A Garbo é uma instituição sem fins lucrativos formada por mulheres que fornece informações sobre violência e abuso e deve ajudar membros do Tinder em tomadas de decisão. Com a parceria, o Match Group vai tornar a plataforma da Garbo acessível aos usuários do Tinder nos Estados Unidos, integrando-o ao seu aplicativo ainda em 2021.

Tinder (Imagem: Mika Baumeister / Unsplash)

Tinder (Imagem: Mika Baumeister / Unsplash)

Sem revelar uma data específica, o Match Group diz que começará a testar e desenvolver recursos com a Garbo nos próximos meses. Ainda de acordo com o grupo, assim que as informações da Garbo forem implementadas no Tinder, outras marcas do Match Group dos Estados Unidos (OkCupid, PlentyofFish e outros) seguirão a iniciativa.

Ao Tecnoblog, o Match Group disse que não há previsão de implementação no Brasil.

“Infelizmente, as verificações de antecedentes internacionais são complexas de serem realizadas. Cada região tem seu próprio conjunto de leis, e alguns países proíbem qualquer agência de obter esses registros. Por hora, O Tinder fará um piloto dessa parceria nos Estados Unidos, mas seguimos procurando serviços semelhantes para nossos membros ao redor do mundo”, disse a assessoria.

A Garbo também afirmou que não trabalha com dados de fora dos Estados Unidos.

“No momento, não temos planos de expansão fora dos EUA”

Como é feita a verificação de antecedentes?

Tratam-se de verificações de antecedentes feitas coletando registros públicos e relatórios de violência ou abuso, incluindo prisões, condenações, ordens de restrição, assédio e outros crimes violentos registrados pelas polícias e tribunais de Justiça.

Essas informações não são tão simples de acessar. Como uma organização sem fins lucrativos, a Garbo pretende democratizar o acesso a esses dados, permitindo que as pessoas tomem decisões sobre encontrar-se com alguém ou não de maneira segura.

Tracey Breeden, head of safety and social advocacy do Match Group, afirma em nota que reconhece que empresas de tecnologia como o Tinder podem desempenhar um papel fundamental e que a parceria, que inclui uma verificação de antecedentes cuidadosa, permitirá e capacitará usuários, ajudando a criar conexões mais seguras.

Verificação de antecedentes cuidadosa

A Garbo afirma que trabalha em estreita colaboração com grupos de igualdade racial e de gênero, e está ciente de que há desigualdade nas experiências das pessoas negras no sistema jurídico e penal. Por isso, exclui as prisões relacionadas à posse de drogas e violações de trânsito, que têm impacto desproporcional sobre grupos marginalizados.

Quanto custa?

Como tudo que é bom no Tinder, há um preço a se pagar. A parceria anunciada envolve um investimento, cujo valor não foi divulgado pela Match, que ajudará a disponibilizar a tecnologia para os usuários do Match, a começar pelo seu aplicativo mais popular.

É certo que a adoção da verificação de antecedentes de violência pode afetar drasticamente quem tem sucesso no aplicativo e ou não. De acordo com o The Verge, as verificações de antecedentes no Tinder não serão gratuitas, mas devem ser acessíveis. Não está claro se será um recurso adicional ou vinculado ao Gold/Plus/Platinum.

A ferramenta de Garbo ainda não está no ar, e não foi possível testar sua precisão.

Vai funcionar assim: o Match Group não compartilha os dados de seus usuários com o Garbo, mas os usuários podem fazer uma verificação de antecedentes no Garbo, desde que tenham sobrenome ou número de telefone do contato, cedidos pelos próprios.

Como nasceu a Garbo?

A Garbo foi fundada em 2018, por Kathryn Kosmides, uma sobrevivente da violência. A história de Kathryn está em um texto escrito por ela mesma, na Fortune. Eis um trecho:

“Eu já havia deixado o relacionamento abusivo em que eu estava quando apresentei uma queixa [à polícia] contra o meu agressor. Ele havia lançado uma campanha de assédio e perseguição, e eu estava com medo. Mas, também denunciei o abuso, porque, ao fazer isso, pensei que estava protegendo a sua próxima vítima em potencial.

O que eu não sabia era que proteger outras mulheres [vítimas em potencial] seria mais difícil do que eu imaginava. Na verdade, alguém o denunciou antes, na Califórnia. Seu registro anterior de comportamento violento se perdeu em um sistema legal que se preocupa mais com os direitos do criminoso do que com a segurança da vítima”, conta.

[…]

Se eu soubesse… Quanto mais cedo você souber que alguém tem um padrão de comportamento violento, maior é a chance de evitar se tornar a próxima vítima”, disse.

Dos encontros aos apps de carona

De encontros com pessoas que só conhecemos online às viagens combinadas por apps de carona, a conexão com estranhos é cada vez mais parte da rotina nos aplicativos. Porém, não há como saber se alguém tem histórico de violência até que seja tarde.

A principal maneira de uma pessoa saber se alguém com quem planeja namorar ou dividir um carro numa viagem, por exemplo, tem algum histórico de violência é por meio de registros públicos. A lista de aplicações da verificação de antecedentes é longa.

Mais iniciativas de segurança no Tinder

Em dezembro de 2020, o Match Group anunciou uma parceria com a RAINN, maior organização americana contra a violência sexual, para ajudar a reforçar a denúncia de casos de conduta sexual inadequada, moderação e processos de intervenção para aplicativos de relacionamento do Match Group, começando com o próprio Tinder.

Com informações: Match Group e Garbo

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