Para enfrentar segunda onda da Covid, Argentina decreta novas medidas restritivas


O governo argentino estipulou nesta quinta-feira (8) novas medidas restritivas para conter a proliferação do coronavírus. Atualmente, a Argentina passa pela segunda onda da doença, e as restrições ficarão em vigor a partir da próxima sexta (9) até dia 30 de abril, nas regiões com maior risco epidemiológico do país.

Durante as próximas três semanas, reuniões em família entre pessoas que não convivem na mesma casa estão proibidas, e haverá um toque de recolher entre meia-noite e seis da manhã. Bares e restaurantes também ficarão fechados depois das 23h. As medidas foram anunciadas pelo presidente do país, Alberto Fernández, que está com Covid-19, apesar de vacinado.

Presidente da Argentina, Alberto Fernandez. O político já recebeu as duas doses da vacina contra a covid-19, apesar da maioria da população argentina ainda não ter completado a vacinação completa.; Foto: Agência Brasil/Divulgação

As medidas geraram polêmica entre os cidadãos argentinos. De acordo com a agência de notícias RFI, a proibição da circulação de pessoas nas ruas é mal vista, e associada aos tempos da ditadura argentina. O regime militar durou de 1976 a 1983, e o assunto ainda é um trauma para a nação. Alberto Fernández evitou usar o termo “toque de recolher” no pronunciamento.

As restrições irão abranger as principais cidades argentinas, como Buenos Aires, e atingirá em torno de 60% da população do país; 26 milhões de pessoas. O presidente também disse que, caso não houver colaboração da população, as medidas poderão se tornar mais severas.

A campanha de vacinação na Argentina começou no dia 29 de dezembro, mas o alcance de imunização ainda está baixo. Até hoje, só 8,5% da população foi vacinada, e a maioria recebeu apenas a primeira dose. Dos 45 milhões de habitantes, 3,870 milhões foram imunizados com a 1º dose, e 701 mil receberam a 2º. Ao mesmo tempo, o presidente argentino já foi vacinado com ambas.

A escassez de vacinas na campanha nacional fez com que a Argentina decidisse priorizar a vacinação da maior quantidade possível de pessoas com a primeira dose, e estabelecer um período de três semanas até o recebimento da segunda.

Nas últimas 24 horas, foram confirmados 22.039 casos no território, que representa o triplo de confirmações de uma semana atrás. Até o último registro, 56.832 pessoas morreram em decorrência da covid-19 no país.

No dia 6 de abril, o presidente russo Vladimir Putin telefonou para Alberto Fernández, lhe garantindo o envio de vacinas Sputnik V para a Argentina em breve.

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