Maioria dos profissionais geradores de conhecimento trabalhará em casa este ano


Dizer que o home office cresceu durante a pandemia de COVID-19 já se tornou um clichê, mas uma nova pesquisa reforça isso com dados interessantes. Segundo um estudo da consultoria Gartner, cerca de 51% de todos os profissionais que criam conhecimento no mundo trabalharão remotamente até o final deste ano. Em 2019, esse mesmo índice era de 27%.

Para a Gartner, trabalhadores do conhecimento são aqueles que estão envolvidos com algum “tipo de ocupação de conhecimento intensivo”, como advogados, escritores, contadores ou engenheiros. Além disso, os profissionais remotos, como um todo, serão, de acordo com o levantamento, 32% de todos os funcionários do planeta até o final deste ano, em contraste com os 17% de 2019.

A consultoria definiu como trabalhador remoto o funcionário que atua longe do local físico de sua empresa por pelo menos um dia inteiro por semana (híbridos) ou que opera em casa o tempo todo (totalmente remotos).

Imagem: Reprodução/Pixabay

Nos recortes por região, os EUA serão o país com mais profissionais remotos — 53% do total da força de trabalho. Este percentual será de 52% no Reino Unido, 37% na Alemanha, 33% na França, 30% na Índia e 28% na China.

Uma consequência do fenômeno é que em 2021 as vendas de PCs e tablets ultrapassarão 500 milhões de unidades pela primeira vez na história, para dar conta de todo esse trabalho remoto. Além disso, plataformas em nuvem serão mais necessárias para atender o acesso ao conteúdo em diferentes dispositivos e localidades: os gastos com esse serviço crescerão 23,1% neste ano.

Haverá ainda um aumento no uso de ZTNA (Redes de Acesso de Confiança Zero, traduzido do inglês), que atua de forma diferente do VPN, ou rede privada virtual. Enquanto esta permite o acesso completo às plataformas da empresa, a ZTNA é mais segura por negar todo o trânsito externo à rede da companhia, e fornece autorização para apenas os serviços e aparelhos que o profissional usa em casa. Em 2024, a Gartner estima que pelo menos 40% de todo o ingresso remoto será ZTNA, contra menos de 5% no final de 2020.

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