Cármen Lúcia é sorteada relatora de notícia-crime da PF contra ministro Ricardo Salles


A ministra Cármen Lúcia do Supremo Tribunal Federal (STF) foi sorteada, nesta sexta-feira (16), como relatora da ação apresentada pela Polícia Federal (PF) contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

A notícia-crime fio encaminhada ao Supremo pelo então chefe da PF no Amazonas, o delegado Alexandre Saraiva, que foi demitido pelo diretor-geral da corporação, Paulo Maiurino, na última quinta-feira (15).

Foto: Arquivo/Agência Brasil

Com a denúncia, a ministra Cármen Lúcia pode decidir individualmente se uma investigação contra Salles será aberta ou arquivada, além de poder também encaminhar o pedido da PF para decisão no plenário do STF, com outros ministros.

Cármen Lúcia também será relatora da denúncia apresentada pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), contra Ricardo Salles, com alegações semelhantes ao pedido da PF. A ministra não tem um prazo para tomar uma decisão sobre os casos.

As denúncias contra o ministro Salles e o senador Telmário Mota (PROS-RR) aponta a PF do Amazonas apreendeu 200 mil metros cúbicos de madeira extraídas ilegalmente, no valor de R$ 130 milhões. A notícia-crime apresentada por Saraiva está relacionada ao suposto beneficiamento de madeireiros ilegais no estado.

Na quinta-feira, o ministro do Meio Ambiente definiu a acusação como “absurda” e “sem fundamento”.

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