Bitcoin pode ser “arma financeira chinesa”, diz cofundador do PayPal | Finanças




Peter Thiel, cofundador do PayPal e um reconhecido investidor, afirmou que o bitcoin (BTC) poderia ser uma “arma financeira chinesa” para desbancar o dólar americano como moeda global. Nesta última quarta-feira (07), o empresário falou com o ex-secretário dos Estados Unidos Mike Pompeo em um evento virtual organizado pela Fundação Richard Nixon.

Peter Thiel, cofundador do PayPal e investidor bilionário, afirma que bitcoin pode ser

Peter Thiel, cofundador do PayPal e investidor bilionário, afirma que bitcoin pode ameaçar soberania do dólar (Imagem: Heisenberg Media/Flickr)

O bilionário é conhecido por ser um grande defensor do bitcoin e das criptomoedas. Contudo, Thiel se demonstrou preocupado que a posição de soberania monetária americana seja ameaçada pela moeda digital. “Neste momento, eu me questiono se devemos pensar no bitcoin também como uma arma financeira chinesa contra os Estados Unidos”, afirmou o empresário durante o evento.

Bitcoin ameaça soberania monetária do dólar

“Ele (o bitcoin) ameaça o dinheiro fiduciário, mas principalmente o dólar americano”, complementou Thiel. Segundo ele, se a China realmente querer a criptomoeda, os Estados Unidos deveriam reforçar a atenção no assunto e começar a questionar como funcionará essa dinâmica geopolítica no futuro.

O cofundador do PayPal já demonstrou ser nacionalista e economicamente protecionista, apoiando posicionamentos de Trump contra a China no passado. Após o evento de ontem, suas convicções liberais diante das criptomoedas parecem ter mudado. Thiel também defendeu a “urgente” necessidade de regulamentar as moedas digitais nos Estados Unidos.

China é responsável por 65% de toda a mineração de BTC

As preocupações do empresário não são infundadas. Como um grande defensor das criptomoedas, Thiel acredita no potencial dessa tecnologia. Os Estados Unidos ocupam o segundo lugar na mineração de bitcoin, representando cerca de 8% da participação mundial. Contudo, a China é a líder com muita folga, sendo responsável por 65% de toda a extração da criptomoeda, de acordo com o Cambridge Bitcoin Electricity Consumption Index (CBECI).

Isso acontece justamente pelo baixo custo de eletricidade na China, que é energizada em grande parte por usinas de carvão, fazendo com que a atividade seja barata no país. Dada a natureza descentralizada do bitcoin, se a criptomoeda realmente se tornar tão relevante para o cenário geopolítico global, o país que concentrar a maior quantidade de BTC terá o maior controle monetário.

PayPal passa a integrar pagamentos com criptomoedas

No dia 30 de março o PayPal deu mais um passo para integrar as criptomoedas em seu sistema de pagamentos. A plataforma lançou o serviço “Checkout with Crypto”, que permite que usuários efetuem compras com moedas digitais através de conversões automáticas para dinheiro fiduciário na hora da transação.

Inicialmente, o bitcoin (BTC), ether (ETH), litecoin (LTC) e bitcoin cash (BCH) terão suporte, enquanto outras moedas digitais deverão ser adicionadas no futuro. “Esta é a primeira vez que você pode usar criptomoedas perfeitamente da mesma forma que um cartão de crédito ou débito dentro de sua carteira do PayPal”, disse Dan Schulman, o presidente e CEO da empresa na ocasião.

Com informações: CoinDesk





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