Aluna com baixa visão vai se formar após ficar 40 anos longe da escola – Notícias

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Marcia Gonçalves Costa de Paulo Gomes, 52 anos, é artesã e massoterapeuta e conta que conseguiu realizar o seu grande sonho de voltar a estudar quando descobriu a EJA (Educação para Jovens e Adultos). Nem o isolamento social gerado pela pandemia de coronavírus mudou o seu ritmo de estudo.


“Eu pude voltar a estudar e a realizar o meu sonho, acredito que temos de incentivar as pessoas que por alguma razão não tiveram condições de concluir os estudos e a EJA é uma oportunidade, sou fã”, diz animada.


Marcia tem baixa visão devido às sequelas de uma toxoplasmose congênita. “A dificuldade de ver ficou mais evidente depois dos meus 10 anos e consegui estudar até os 12 anos, mas as escolas passaram a recusar a matrícula, alegavam que os professores não tinham preparo para lidar com alguém como eu”, conta. Resultado, a menina não voltou mais aos bancos escolares.


“A vida seguiu, me casei, mas quando minha mãe faleceu eu fiquei muito deprimida, ela era os olhos, me acompanhava em tudo”, lembra. Foi então que Marcia conheceu a turma do Bengala Verde e o Retina Brasil e descobriu que poderia, sim, voltar a estudar.


Agora, no último ano do ensino médio, Marcia está animada. “Mesmo durante a pandemia, tive todo o apoio do professores, uso o tablet porque consigo ampliar as atividades propostas pelo Centro de Mídias e só sinto falta de uma coisa: de não poder jogar o chapéu para o alto com o diploma nas mãos.”



Neste ano, como explicou Caetano Siqueira da coordenadoria pedagógica da Seduc (Secretaria de Educação do Estado de São Paulo), as aulas da EJA foram incluídas no Centro de Mídias. “Atendemos a uma solicitação do estudantes”, observa. “Também compramos livros didáticos específicos para esses alunos de acordo com a BNCC (Base Nacional Comum Curricular); o MEC costumava fazer essas compras, mas não faz desde 2014.”


Caetano explica que a Seduc está finalizando a entrega do material didático e trabalha na formação dos professores para o uso dos livros.


Sobre o número de matrículas na EJA, ainda não há um número preciso. “Os dados consolidados costumam ser divulgados em maio, quando efetivamente sabemos quem está matriculado e cursando, mas com o ensino remoto fica mais difícil ter esse tipo de controle”, conclui.


O MEC (Ministério da Educação) explica que “como foi autorizada a organização do ano letivo de 2020 adentrar o ano civil de 2021, os dados consolidados não foram finalizados em todas as redes municipais e estaduais de educação” e portanto não é possível dimensionar o impacto da pandemia na Educação de Jovens e Adultos.

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