Transporte público, aeroporto, postos e mercados se preparam para o racionamento
Por Redação Publicado 24 de maio de 2018 às 09:28hs
Foto: Pablo Centenaro Thomaz / Rio brilhante em Tempo Real

O Consórcio Guaicurus estuda reduzir o número de veículos que circulam diariamente na Capital. A medida é uma precaução emergencial quanto a possível falta de abastecimento dos ônibus, segundo as informações, o estoque de combustível nas garagens das empresas responsáveis pelo transporte público é reabastecido semanalmente, mas por conta da greve dos caminhoneiros que acontece desde a segunda-feira (21), não há previsão para que as empresas recebam a nova carga e a expectativa é que em até cinco dias não haja mais como abastecer os ônibus.

Nesta quinta-feira (24), diretores do Consórcio Guaicurus devem se reunir com a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) para debater o caso e encontrar uma alternativa que permita a economia do combustível estocado. Uma dessas soluções é o eventual corte de carros operando em linhas de menor fluxo de passageiros e a redução para apenas um veículo em itinerários de bairros que normalmente operam com dois ou mais carros. O consórcio precisa da autorização da Agetran para executar o racionamento e reduzir a frota sem sofrer punições.

Aeroporto

No Aeroporto Internacional de Campo Grande a informação repassada pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), através do Núcleo de Acompanhamento e Gestão Operacional (Nago), em um relatório de monitoramento da mobilização dos caminhoneiros divulgado na quarta-feira (23), aponta que o estoque de combustível e querosene pode terminar já na sexta-feira (25).

O relatório, ainda conforme a Infraero, trata-se de um levantamento diário que ajuda a empresa a monitorar a situação do fornecimento de querosene de aviação pelas fornecedoras, além de auxiliar na proposta de ação por parte do Poder Público no sentido de garantir o abastecimento das aeronaves.

Em nota, a Infraero informou estar “monitorando o abastecimento de querosene de aviação por parte dos fornecedores que atuam nos terminais e já alertou aos operadores de aeronaves que avaliem seus planejamentos de voos para que cada um possa definir sua melhor estratégia de abastecimento de acordo com o estoque disponível na origem e destino do voo”.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) disse, também em nota, recomendar aos passageiros “com voos marcados para os próximos dias que consultem as empresas aéreas antes de se deslocarem para os aeroportos até que a situação se normalize”.

Outros setores

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes de MS (Sinpetro) reforça que a paralisação dos caminhoneiros já está afeta todo o segmento de combustíveis, principalmente nas cidades do interior. Segundo a entidade, caso a greve persista por mais dias, o abastecimento de todos os municípios do Estado ficará comprometido.

A Associação de Supermercados de Mato Grosso do Sul (Amas) alerta que as carretas com mercadorias estão retidas nas rodovias do Estado desde segunda-feira (21), com isso, produtos como hortifrúti, perecíveis e não perecíveis já estão em falta nas gôndolas dos estabelecimentos da Capital. O estoque disponível varia de acordo com cada loja, mas como, em geral, os supermercados costumam trabalhar com compras semanais, a estimativa é de que só haja mercadorias suficientes até o sábado (26).

A assessoria de imprensa dos Correios de Mato Grosso do Sul informou que 15% das encomendas e 36% das correspondências (boletos, faturas, cartas) estão atrasadas. Segundo a empresa, os caminhões não conseguem chegar nem sair para distribuir as entregas. A situação só não está pior porque parte das encomendas e correspondências são enviadas por transporte aéreo. Os Correios já antecipam um plano de contigência para lidar com a crise.

 

 

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