Sesau afirma que vai ser inaugurada uma maternidade em Campo Grande
Por Redação Publicado 31 de maio de 2018 às 09:52hs

Os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande realizaram, nesta quarta-feira (30), Audiência Pública para a Secretaria Municipal de Saúde prestar contas referente ao 1° quadrimestre de 2018.

Na ocasião, o titular da Secretaria Municipal de Saúde (SESAU), Marcelo Vilela, apresentou o demonstrativo financeiro dos meses de janeiro, fevereiro, março e abril de 2018. Conforme Marcelo Vilela explicou o montante e a fonte de recursos aplicados no período têm suas informações oriundas dos relatórios gerenciais do Sistema Nacional de Informação sobre Orçamento Público em Saúde (SIOPS). “Considerando que o SIOPS está passando por alterações significativas em seu layout, iremos apresentar um relatório resumido, inclusive, temos uma técnica nossa em Brasília fazendo cursos para aperfeiçoamento do novo layout do SIOPS”, explicou.

O presidente da Comissão Permanente de Saúde, vereador Dr. Loester explicou que a comissão recebe muitas reclamações da população. “Nós, que somos da comissão temos recebido muitas reclamações, queremos ver com essa Audiência o que está sendo feito, o que foi feito nesse período e o que pode ser feito para melhorar, as reclamações são grandes para melhorias no sistema de saúde que atende à população”, declarou.

Para o secretário da Sesau, Marcelo Vilela, a saúde gera uma demanda grande de reclamação, “mas temos que ter uma visão multifocal da problemática, temos que ter uma visão coletiva para contribuir ao máximo com a população”, avaliou.

O Titular da pasta apresentou os dados da receita e das despesas com os serviços públicos de saúde do município. “O total das receitas para apuração da aplicação em ações e serviços públicos da saúde é de 1 bilhão, 756 milhões e 427 mil reais, 41 % do que é esperado no ano inteiro. O total das receitas adicionais para financiamentos da saúde, proveniente de transferências voluntárias, receitas de operações de crédito vinculados à saúde e outras receitas para financiamentos da saúde, é de 711 milhões e 904 mil reais. Já o total das despesas com a saúde é de 1 bilhão, 239 milhões e 919 mil reais, e o total das despesas com a saúde não computadas, que são despesas com inativos e pensionistas, despesas custeadas com outros recursos, restos a pagar, entre outros, é de 793 milhões, 830 mil reais”, detalhou.

Confira os dados completos nas páginas 16 e 17, clicando aqui.

O secretário ainda explicou que há uma responsabilidade e fiscalização de todos os dados lançados. “Somos auditados, sofremos auditorias realizadas por órgãos externos. Somos auditados pelo Tribunal de Contas, pela Controladoria Geral de Mato Grosso do Sul e pela Controladoria Geral da União e pela Componente Municipal de Auditorias do SUS”, ressaltou.

Outro ponto destacado na Audiência pelo secretário para o avanço da saúde pública de Campo Grande foram as transformações de oito Unidades Básicas de Saúde (UBF) em Unidades Básicas de Saúde da Família (UBFS). “A Unidade Básica de Saúde é modelo de gestão antiga, hoje, devido ao aumento da população, a Unidade Básica de Saúde da Família melhora o atendimento da população, isso é uma recomendação do Ministério da Saúde, com isso, foram transformadas 8 UBF em UBFS”, disse.

A vereadora Enfermeira Cida Amaral cobrou atenção também à saúde dos profissionais da saúde. “Na realidade estamos muito falhos em quantidade de médicos, enfermeiros, auxiliares, todos trabalhando dentro do seu limite, os cuidadores no âmbito geral, eles estão trabalhando muito, isso me preocupa, de uma forma geral estamos melhorando, mas precisamos avançar ainda mais, precisamos cuidar de quem nos cuida”, afirmou.

Já o vereador Betinho indagou sobre o Laboratório Municipal. “Pretendem terceirizar o serviço do Laboratório Municipal”, questionou.

Segundo o vereador Dr. Loester o pré-natal vem deixando a desejar. “A despesa que se observa com os dados apresentados é um montante alto de dinheiro, evidente, que a saúde não é barata, mas com tudo isso, a reclamação é muito grande da população, no lado da obstetrícia que faço plantão na Santa Casa, nunca vi o pré-natal como se encontra hoje, está precário. Pacientes que realizam apenas 2 consultas em 9 meses de gestação. Outro questionamento é apresentação de baixa qualidade dos exames emitidos no laboratório Municipal, isso tem que ser revisto”, criticou.

O vereador Dr. Wilson Sami também criticou o pré-natal realizado no município. “Vejo dificuldade no pré-natal, não concordo em colocar enfermeira para fazer pré-natal”, alegou.

Em resposta aos questionamentos dos vereadores, Marcelo afirmou: “Quando assumimos no ano passado foi muito difícil, tivemos que fazer muitos ajustes, onde sofremos com a falta de insumos. Contratamos 100 profissionais de enfermagem depois de 1 ano de processo seletivo desses profissionais, justamente, para melhorar o atendimento. Temos também uma falha de RH, que é a reposição de profissionais que se aposentaram, nós vamos fazer concurso para ocupar essas vagas, vamos trabalhando com o que temos, parabenizo a equipe da Sesau, que apesar das críticas, tem cumprido sua tarefa. Estamos em um período de crise no País, muitas pessoas saíram dos convênios particulares, com isso, houve um aumento da demanda de pacientes. Uma Maternidade Municipal vai ser inaugurada, vai ser uma casa de parto, que Campo Grande ainda não tem, vai ter quatro salas cirúrgicas. Temos que melhorar o pré-natal, está com muita falha, precisamos discutir isso, temos que fazer acontecer, estamos indo nesse norte, estamos caminhando. O laboratório municipal adotou a política de reutilização de papel para emissão de resultados de exames, que além de viabilizar o serviço público, contribui com o lixo, mas todos os exames realizados no laboratório são de qualidade , os aparelhos do laboratório são os mesmo utilizados em outros laboratórios particulares, além disso os resultados dos exames ficam disponíveis também online, em relação a terceirização do laboratório sou contra, não é a intenção do município em adotar essa política”, concluiu.

A reunião foi convocada pela Comissão Permanente de Finanças e Orçamento, composta pelos vereadores, Eduardo Romero (presidente), João César Mattogrosso (vice), Junior Longo, Betinho e Dharleng Campos e pela Comissão Permanente de Saúde, composta pelos vereadores, Dr.Loester (presidente), Dr. Antônio Cruz (vice), Fritz, Dr.Lívio e Enfermeira Cida Amaral.

 

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