Secretário de Saúde faz prestação de contas na Câmara
Por Redação Publicado 1 de março de 2018 às 07:53hs
Secretário Marcelo Vilela

Durante a prestação de contas da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública), realizada na Câmara Municipal de Campo Grande o secretário da pasta Marcelo Vilela, justificou o Relatório Quadrimestral – 3° Quadrimestre, expôs os dados e a gestão atual que está à frente, além de responder ao questionamento dos vereadores presentes: Dr. Loester, Enfermeira Cida do Amaral, Otávio Trad, Dr. Sami e Enfermeiro Fritz. No final da audiência, foi solicitado pelos vereadores um encaminhamento sobre os investimentos da saúde, os restos a pagar e qual o impacto com gastos pessoal direcionado a Sesau.

O secretário abordou todas as áreas que abrangem a pasta e ressaltou a complexidade da Saúde em Campo Grande reconhecendo os problemas de falta de médicos e de remédios na rede pública. Os dados apontam que o sexto bimestre obteve de Receita de Impostos e Transferências Constitucionais e Legais vinculadas à saúde: R$1.622.981.437, 89; foi orçado para 2018: R$ 1.756.427.000. Já a despesa total com ações e serviços público de despesas empenhadas, R$1.184.196.126,52; Este valor provém de uma dotação de R$1.299.327.000. Confira aqui o relatório completo .

Vilela afirmou que na rede pública de saúde de Campo Grande, passaram mais de 4 milhões e 600 mil pessoas, sendo mais de 3 milhões só na urgência em dez unidades. “Da onde vem esta explicação? A atenção básica precisa funcionar mais. Segundo, precisamos pactuar com o interior. Organizar micro e macro regiões e o fluxo de pessoas para que possamos nos organizar e atender da melhor forma. Campo Grande não está fechando portas para ninguém. só quero que as outras cidades digam que não dão conta e compactuem conosco os recursos. O interior inteiro consome as consultas de Campo Grande, o nosso consumo aumenta. Assim, até 2020 quero trabalhar para organizar esta Secretaria e o resultado dos nossos trabalhos vão sair em 2020”, avaliou.

Há um número que não bate questionado pelos vereadores, mas nas contas ele dobra o investimento mínimo dos recursos próprios da Sesau. São 36,73% de toda receita líquida, 26, 40% na educação, 7% da Câmara Municipal e 50,4% em gasto pessoa, totalizando 120%, passando 20,42% de um dinheiro inexistente. “ Foi algum erro de informação que deu este número conflitante da receita líquida do município. Também questionamos e estamos esperando a resposta do Executivo”, afirmou Vilela.

O secretário também admite a falta de profissionais na rede. “Existe um déficit de médico. Temos contratado médico. Porque foi feito um concurso 2015/2016, mas foram mal priorizados. A prioridade hoje é ter médicos, principalmente na assistência básica para evitar o que estava acontecendo  antes. Nossa intenção é tentar melhorar a saúde pública.”

Também questionaram a falta de médicos e medicamentos o presidente da Associação de moradores do Bairro Porto Galo, Ariovaldo Pereira de Oliveira;  Antônio Braz da Silva Filho; Gilberto Luis, Coordenador do Fórum Municipal dos Usuários do SUS; Caio Aguirre, presidente do Conselho de Saúde do Distrito Norte e Maria José, membro do Conselho Municipal de Saúde.