Comissão de Saúde da Câmara recebe prestação de contas da Sesau em audiência pública
Por Redação Publicado 1 de março de 2018 às 08:45hs
Presidente da comissão vereador Dr Loester de Oliveira Nunes (MDB)

O Secretário Municipal de Saúde Marcela Vilela apresentou aos vereadores da comissão de saúde de Campo Grande, na manhã desta quarta-feira (28), a prestação de contas da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) referente ao 3°quadrimestre de 2017, destacando, as receitas e as despesas do setor. Segundo dados apresentados a saúde municipal contou com um orçamento total de R$ 1.622.281.437,89 de recursos realizados nos três quadrimestres de 2017, e despesas total de R$ 1.136.700.161,97 valores liquidados.

O Presidente da comissão vereador Dr Loester de Oliveira Nunes (MDB) disse que o objetivo é que a saúde realmente funcione em Campo Grande. “E sobre tudo é preciso urgente priorizar a mulher nas cirurgias eletivas, são mulheres com miomas, sangrando entre outras doenças que não dá para esperar, O SUS diminuiu as consultas das gestantes, e elas dizem que vão aos postos e não tem médicos. Isso traz complicações sérias para o acompanhamento na obstetrícia, e também é preciso valorizar mais os todos os profissionais da saúde,” afirma.

Para vereadora enfermeira Cida do Amaral (PODEMOS) a central de regulação esta matando nossa população, o SUS precisa ser revisto, é uma gestão engessada. Ela parabenizou o secretario, mas enfatizou que a saúde precisa melhorar. Já o vereador Fritz (PSD) comentou sobre a receita liquida der 100% e um gasto de 20% a mais, ou seja, gastamos um dinheiro que não existe. Porque não vimos nenhum investimento efetivo na assistência. A própria secretaria mostra que ela não esta sendo eficiente e eficaz com a população, ” rebateu o parlamentar.

Otávio Trad (PTB), Presidente da Comissão Permanente de Legislação, Justiça e Redação Final, também participou da audiência e disse percebeu um avanço nessa atual administração, pois nos últimos quatro anos a Câmara não conseguia essa transparência. “Vamos nos reunir posteriormente para debater alguns dados e sanar as duvidas, ”afirmou o parlamentar após a leitura do relatório de prestação de contas.

Sobre a central de regulação o secretário Marcelo Vilela disse que, Campo Grande não fechou as portas para o interior mas deve haver pactuação de recursos e citou exemplo da gestão de saúde de Corumbá,” Se a gestão de saúde do interior disser “Eu não dô conta” daí vamos pactuar os recursos.

O secretário disse que em um ano ele organizou macro, e tem mais três anos para organizar micro, e por conta das licitações está havendo falta de medicamentos. “Todas nossas ações tem planejamento, meu objetivo é atender o usuário para isso trabalhamos com planejamento e orçamento. A secretaria é muito complexa, ela gasta muitos recursos, além da judicialização e novas tecnologias,“ justificou.