Abril Verde: MS lança campanha para diminuir número de acidentes de trabalho
Por Ariel Moreira Publicado 13 de abril de 2017 às 18:14hs

O estado registra um acidente de trabalho a cada 48 minutos e 1,7 mil trabalhadores são afastados por mais de 15 dias a cada ano

“Acredito que a falta de informação seja o principal vilão em termos de acidentes do trabalho, e o Abril Verde ajudará a suprir essa deficiência informativa. Acredito que o Brasil só conseguirá sair da grave crise que enfrenta por meio da força de trabalho, com segurança e dignidade, e todos os envolvidos nesta campanha estão focados nisso”, afirmou o superintendente regional do Trabalho em Mato Grosso do Sul, Vladimir Benedito Struck, durante solenidade de abertura da Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho, mais conhecida como “Abril Verde”. O evento foi realizado na segunda-feira (10/04), no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS).

Para o presidente da Federação da Indústria do Estado do Mato Grosso do Sul (Fiems), Sérgio Longen, as demandas na Justiça do Trabalho são um problema a ser resolvido no país. “É preciso parar de judicializar o Brasil. As demandas vêm crescendo de maneira vertiginosa, sobrecarregando a Justiça do Trabalho, muito em função da falta de clareza nas regras e regulamentações”, disse na abertura da Canpat 2017, que também contou com a participação do desembargador do Trabalho Francisco das Chagas Lima Filho, do desembargador do trabalho Amaury Rodrigues Pinto Junior, do presidente do Conselho Temático Permanente de Relações do Trabalho (CRT) da Fiems, Altair da Graça Cruz, e diversas outras autoridades locais.

Palestra – Durante o lançamento, o auditor fiscal do Trabalho Kleber Silva ministrou uma palestra sobre as diretrizes da campanha e o cenário local sobre acidentes do trabalho. De acordo com o auditor, o Mato Grosso do Sul registra um acidente do trabalho a cada 48 minutos e 1,7 mil trabalhadores são afastados por mais de 15 dias a cada ano no estado. “Com essa campanha, pretendemos sensibilizar a sociedade sobre a importância de se preservar, de usar corretamente os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), e o envolvimento de cada cidadão é essencial para alcançarmos uma cultura de prevenção no ambiente de trabalho”, frisou.

Além das perdas de vidas, esses acidentes e doenças resultam em afastamentos e diminuição da capacidade produtiva, com consequências que extrapolam o ambiente do trabalho. Dados oficiais registraram, nos últimos cinco anos, uma média de 710 mil acidentes do trabalho por ano no Brasil. Destes, 2,8 mil resultaram em morte, 1,5 mil em sequelas permanentes, além de serem contabilizados mais de 7 milhões de dias de trabalho perdidos a cada ano. Esses acidentes geram despesas em torno de R$ 11 bilhões por ano apenas para a Previdência Social.

Estão de fora dessa conta os acidentes não notificados e os eventos envolvendo trabalhadores autônomos, informais, servidores públicos e empregados domésticos. Também não são contabilizados nesses números os gastos com tratamento de saúde, perda de produtividade e indenizações, entre outros. Ao incluir esses custos, a cifra pode alcançar, segundo a OIT, 4% do PIB, ou seja, mais de R$ 200 bilhões por ano.

Fonte: Ponta Porã informa

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